Violência doméstica — Saiba como ajudar

O número de mulheres que sofrem ou já sofreram violência doméstica é assustador. Essa situação, ocorre muitas vezes, durante anos, porque as vítimas simplesmente não sabem como agir diante desse tipo de acontecimento, seja por falta de amparo, por dependência emocional do parceiro, ou simplesmente por não saber identificar os sinais.

Por isso, é muito importante debater a respeito, não apenas entre as pessoas que passam por isso, mas sobretudo, para conscientizar a sociedade sobre o tema.

Identifique os sinais

Pessoas que enfrentam relacionamentos abusivos, muitas vezes, não sabem identificar os sinais, justamente por estarem inseridas no contexto. Geralmente, a violência doméstica não começa com agressões físicas, ela acontece gradativamente.

Para ajudá-los a identificar esse tipo de comportamento, listamos algumas atitudes que talvez possam ajudar nesse tipo de situação.

Ser hostilizada em público

Se o seu parceiro é hostil com você, te diminui tanto em público quanto no particular, não dá ouvidos ao que você tem a dizer, faz com que você se sinta inferiorizada, diz palavras de baixo calão e a ofende, certamente não é um bom sinal. Pode ser o início de uma relação que resultará em violência doméstica.

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Exercer controle sobre a sua vida

Ter privacidade é fundamental na vida de todo ser humano. Existe uma fronteira que não deve ser ultrapassada, seja por um amigo ou por um parceiro.

O grande problema, é que muitos homens se sentem no direito de exercer controle sobre a vida de suas parceiras, atitudes como: verificar as mensagens, fotos do celular, controlar seus horários e compromissos, determinar o tipo de roupa apropriada para você, e querer determinar o círculo de amizade que você faz parte, são evidências de que o seu parceiro não está respeitando o seu espaço e a sua privacidade.

Agressão seguida de arrependimento

Esse talvez seja o sinal mais fácil de identificar em relacionamentos abusivos. E digo talvez, porque na maioria das vezes vêm seguido de um profundo “arrependimento”. Parceiros com tendências agressivas manifestam essas características bem antes de partirem para a agressão física de fato, porém, nem todas as mulheres sabem identificar os sinais, o que gera uma comoção na vítima, fazendo com que ela tente justificar certas atitudes e acreditar em uma mudança de comportamento.

Agressão, em hipótese alguma deve ser tolerada, é uma violação gravíssima ao outro e uma prova de que o relacionamento está fadado ao fracasso. É possível que o outro possa se arrepender verdadeiramente de ter tido uma atitude impulsiva, no entanto, esse foi apenas o último estágio de todos os sinais listados até aqui. O que comprova que ele já havia demonstrado que as coisas não estavam indo no caminho certo.

Ajude a si mesma, denuncie!

Procure a delegacia mais próxima de sua casa, chegando lá, você irá registrar um boletim de ocorrência que será enquadrado na Lei Maria da Penha, ou, se você não puder se deslocar até lá, ligue 190.

Delegacia da Mulher, neste local existem vários profissionais, em sua maioria compostos por mulheres, para deixar as vítimas mais confortáveis diante do ocorrido. O objetivo é prestar assistência psicológica e de justiça, orientando as vítimas sobre como agir nesses casos

Se você estiver se sentindo acuada ou sofrendo ameaças do seu parceiro, é possível, também, pedir medidas protetivas para que ele se mantenha distante. Basta que você registre um boletim de ocorrência, e se solicitado, faça um exame de corpo de delito para facilitar no início das investigações.

Os centros especializados em violência contra a mulher, ou redes de atendimento, estão espalhados por todo o país e visam prestar atendimento às vítimas de violência doméstica, e assim como na Delegacia da Mulher oferecem acompanhamento psicológico e jurídico. Procure uma unidade mais próxima de sua casa.

Ajude quem está sofrendo violência doméstica

Essa dica vai para aqueles que querem ajudar uma amiga ou conhecida que esteja passando por esse tipo de situação, mas não sabe como proceder. Primeiramente, faça com que ela se sinta confortável em sua presença, de maneira que possa desabafar, pois, estar a par da situação pode ser útil para que você conscientize a vítima de que ela precisa de ajuda.

Não faça julgamentos ou acusações, tente ser o mais amigável possível e conduzir a conversa para um lado mais reflexivo, essa é a melhor maneira de abrir os olhos de alguém que não está enxergando sua própria realidade.

Seja um incentivador(a) na vida dessa mulher, faça com que ela sinta vontade de procurar ajuda em algum desses centros especializados, ou mesmo algum auxílio psicológico para que consiga ver a situação com mais clareza, se possível a acompanhe nesse processo. E por fim, não desista. Muitas vezes nos cansamos de tentar alertar pessoas que não querem aceitar o que estão enfrentando, mas lembre-se, você pode ser a chave principal na libertação de uma mulher que está sofrendo. Seja firme e empático.


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