Em 2019, não acontecerá o Prêmio da Música Brasileira

Após a saída da Petrobrás, o idealizador e organizador da premiação, José Maurício Machline, não encontrou uma nova fonte para patrocinar o evento.

Após meses de negociações com os possíveis novos patrocinadores, o idealizador do Prêmio Profissionais da Música Brasileira, José Maurício Machline, divulgou que o evento não irá acontecer este ano. O empresário desistiu do evento após a saída da Petrobrás, que era a principal patrocinadora.

De acordo com Machline, havia boas intenções, mas não há nenhuma verba e, sem ela, é impossível que o projeto continue. Quando saiu a notícia de que o evento não iria acontecer este ano, o Governo de São Paulo entrou em contato com o idealizador, para que o evento fosse transferido para a cidade.

 prêmio da música brasileira
Foto: (reprodução/internet)

O Estado de São Paulo disponibilizou o teatro. Porém, mesmo assim, não haveria verba para fazer o evento da forma como sempre foi. O Governo do Rio de Janeiro também fez uma proposta, mas o empresário preferiu não fechar negócio, pois sentiu a mesma limitação, e alegou que prefere fazer com dinheiro privado.

Problemas cronológicos

O empresário tentou de todas as formas ir atrás de patrocinadores do evento. No entanto, o tempo foi passando e as negociações não acordadas. Para que o prêmio aconteça, também depende de lançamentos concentrados em um determinado tempo do ano.

Assim, foi chegando ao prazo de validade e Machline relatou que, mesmo se conseguisse um patrocinador para hoje, teria problemas cronológicos e, talvez, não conseguisse realizar o evento a tempo.

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O ano letivo dos lançamentos vai até dia 31 de dezembro de 2018 e muitos artistas já estão com discos novo lançados após esse dia, com shows novos marcados e, para evitar um prêmio com um nível mais baixo que os anteriores, o idealizador decidiu não fazer a edição este ano.

Além disso, o produtor relatou que não sabe se consegue realizar o prêmio no ano que vem e, que se for acontecer, provavelmente, não será nem no Rio e nem em São Paulo.
O empresário disse que há uma indefinição das próprias leis de incentivo. “As pessoas não sabem se vai para frente ou não”, falou Machline sobre os possíveis patrocinadores. “É um momento delicado, culturalmente falando. Há muitas mudanças no cenário atual”, acrescentou.

Prêmio Profissionais da Música

Inicialmente, o prêmio era patrocinado pela empresa de eletrodoméstico Sharp, isto em 1988, quando o nome do evento era Prêmio Sharp da Música Brasileira. Em 1999, o mundo sofreu um forte impacto economicamente e a empresa, infelizmente, não conseguiu dar continuidade ao projeto.

Em 2002, um novo patrocinador surgiu, fazendo a noite retornar com o Prêmio Caras, que era pertencente à revista Caras. Por apenas dois anos, quando o prêmio mudou de nome para Prêmio TIM de Música, para honrar o contrato com a empresa patrocinadora TIM, a parceria durou até 2008.

Em 2009, o prêmio veio com vapor em uma edição independente, contando com o apoio da classe artística e foi neste mesmo ano, na edição 20ª, que o evento ganhou o nome de Prêmio Profissionais da Música Brasileira.

Mesmo em 2010, com o patrocínio da empresa Vale, o nome do projeto não foi alterado e permaneceu assim até agora.

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