Um estudo de dois anos confirma que quanto mais você usa o Facebook pior você se sente

ANÚNCIO
Um estudo de dois anos confirma que quanto mais você usa o Facebook pior você se sente
Foto: reprodução/internet

Um extenso estudo sobre felicidade e uso do Facebook descobriu que, ao longo do tempo, o uso da plataforma de mídia social está tendo um efeito negativo no bem-estar dos usuários.

Embora estudos anteriores tenham encontrado ligações entre os dois, eles tiveram amostras limitadas ou não representativas, ou então focaram em uma gama mais ampla de mídia social.

ANÚNCIO

Dados fornecidos pelo Facebook em 2016 indicam que o usuário médio passa 50 minutos por dia no site.

Outros estudos nesta área de danos à mídia social focalizaram algumas das técnicas implantadas pelo Facebook – não muito diferente das instituições de jogos de azar, para aumentar os visitantes do site.

Veja também: A Apple recebe do Google US $ 8-12 bilhões anualmente para ser o mecanismo de pesquisa padrão em dispositivos iOS

5.208 indivíduos foram recrutados em três ondas (2013, 2014 e 2015) para o novo estudo, escolhidos como uma amostra representativa da população dos EUA, e a atividade de cada onda no Facebook foi monitorada por um período de dois anos.

ANÚNCIO

Foi conduzido pelos pesquisadores Holly B. Shakya, da Universidade da Califórnia, e Nicholas A. Christakis, da Universidade de Yale.

O uso do Facebook interfere na saúde mental dos usuários

O estudo confirmou que as interações do Facebook podem ter um efeito negativo no bem-estar, e que a quantidade de uso de mídia social também contribuiu para reduzir o bem-estar.

Em média, ações nas redes sociais, como clicar em um link, atualizar o status de alguém ou clicar em ‘curtir’, foram associadas a uma redução de cinco a oito por cento na saúde mental autorrelatada.

Escrevendo para o The Harvard Business Review, os autores Shakya e Christakis explicaram que, para calcular o “bem-estar”, eles mediram a saúde mental auto-relatada, a saúde física auto-relatada.

Eles também analisaram dados sobre cliques, curtidas, número de amigos e horas gastas no site, diretamente das contas dos participantes.

Shakya e Christakis conseguiram vincular atividades específicas no Facebook à diminuição do bem-estar.

Descobrimos consistentemente que gostar do conteúdo de outras pessoas e clicar em links previu significativamente uma redução subsequente na saúde física, saúde mental e satisfação com a vida autorreferidas.

Nada substitui o contato real com as pessoas

Os resultados do estudo também diferem de investigações anteriores, ao sugerir que a quantidade de tempo gasto no Facebook contribui para as medidas reduzidas de bem-estar, onde estudos anteriores focavam na qualidade.

A dupla sugeriu que o perigo do uso prolongado das mídias sociais é quando os usuários acreditam que estão engajados na interação humana, quando na verdade não estão recebendo nenhum dos benefícios da interação face a face.

Eles também concluíram que os aspectos negativos das interações online eram comparáveis ​​ou maiores do que os benefícios das interações offline, sugerindo uma ‘troca’ entre os dois mundos.

Traduzido e adaptado por equipe Ktudo

Fonte: Indy100

ANÚNCIO